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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

SEGURANÇA

Prisão de namorado mantém investigação sobre morte de Isabelle Caracristi em aberto

Justiça mantém prisão preventiva do namorado de Isabelle Caracristi, enquanto polícia apura violência psicológica e possível indução ao suicídio.

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A Justiça do Ceará manteve a prisão preventiva de João Munhoz Neto, namorado da estudante Isabelle Caracristi, encontrada morta após cair do rooftop de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, em 13 de setembro. Ele é investigado por violência psicológica e por possível indução, instigação ou auxílio ao suicídio.

O caso inicialmente foi tratado como uma morte decorrente de precipitação voluntária. Exames periciais identificaram lesões compatíveis com o impacto contra o solo, e os investigadores afirmam que não encontraram sinais de agressão no apartamento onde Isabelle morava com João e familiares.

A Polícia Civil do Ceará, porém, passou a apurar outras circunstâncias relacionadas ao relacionamento do casal. Depoimentos reunidos no inquérito apontam, segundo o delegado-geral Márcio Gutiérrez, comportamento controlador, restrições à circulação da jovem e tentativas de afastá-la de familiares e conhecidos.

João foi preso preventivamente em 22 de setembro. A audiência de custódia ocorreu no dia seguinte, e o Núcleo de Custódia e das Garantias da Comarca de Fortaleza decidiu manter a prisão. O processo tramita sob sigilo, e a defesa informou que pretende pedir a revogação da medida.

A defesa nega que existam motivos para a prisão e afirma que não há indícios de feminicídio, homicídio ou instigação ao suicídio. A advogada também sustenta que João não estava no prédio no momento da queda e que ele teria ficado abalado após saber da morte.

As imagens de segurança mostram Isabelle chegando ao condomínio, entrando sozinha em um elevador e seguindo para o rooftop, onde não havia câmeras. Mais de 700 vídeos de áreas do prédio e das proximidades são analisados pela polícia para reconstruir os deslocamentos e os horários.

A investigação também incluiu a apreensão de um celular e de um tablet pertencentes à mãe de João, Sara Regina Alexandre Munhoz, durante uma diligência realizada em 20 de setembro, no Cumbuco, em Caucaia. Os aparelhos e outros dados eletrônicos passam por análise pericial.

A Polícia Civil ainda deve colher novos depoimentos, examinar mensagens e concluir perícias complementares. Até o momento, João é investigado, não foi denunciado nem condenado, e a dinâmica exata da morte permanece sob apuração.

Fonte: g1

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