Pelo menos duas pessoas morreram nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, durante uma série de ataques russos com mísseis contra Kiev, capital da Ucrânia. Jornalistas da AFP relataram ter ouvido dezenas de explosões na cidade.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou no Telegram que a capital era alvo de mísseis balísticos e pediu que os moradores permanecessem nos abrigos.
O presidente Volodymyr Zelensky disse que os ataques atingiram Kiev e infraestruturas civis, incluindo edifícios residenciais, uma maternidade, instalações de energia e estruturas logísticas.
Os bombardeios ocorreram um dia depois de uma ofensiva russa que atingiu principalmente infraestruturas de transporte, ferroviárias e marítimas. Segundo as autoridades municipais, os ataques de quarta-feira deixaram ao menos duas pessoas mortas e 43 feridas em Kiev.
Na região de Odessa, no sul do país, um ataque russo atingiu um cargueiro com bandeira de Antígua e Barbuda e matou o capitão ucraniano, segundo o governador Oleg Kiper. Ele também informou que instalações civis foram atingidas e que houve incêndios em armazéns de medicamentos e alimentos.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter atacado um navio de carga que transportava remessas de uso militar para o porto de Odessa e um armazém de componentes para drones.
Os ataques ocorrem em meio à intensificação das ofensivas de longo alcance entre Rússia e Ucrânia. Em declarações na Assembleia Geral da ONU, Zelensky afirmou que Kiev voltará a atacar instalações russas de aquecimento e energia durante o inverno, enquanto o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, disse que não haverá uma pausa na guerra.
Durante uma reunião em Nova York, Zelensky e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiram possíveis medidas de desescalada. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, pediu o fim dos bombardeios contra infraestruturas de energia e anunciou que Vladimir Putin foi convidado para a cúpula do G20, prevista para dezembro, em Miami.
Fonte: O Globo