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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Costa Rica inaugura megapenitenciária para combater crime organizado

Costa Rica inaugura penitenciária para 5,1 mil detentos, inspirada no modelo de El Salvador para combater o crime organizado.

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O governo da Costa Rica inaugurou nesta quarta-feira (14), em 14 de outubro de 2026, uma penitenciária com capacidade para 5,1 mil detentos como parte da estratégia de combate ao crime organizado. Batizada de Centro de Alta Contenção do Crime Organizado (Cacco), a unidade foi inspirada no modelo adotado por El Salvador.

Com custo estimado em US$ 34 milhões, a penitenciária ocupa 31 mil metros quadrados e poderá abrigar o equivalente a cerca de 20% da atual população carcerária do país. As primeiras transferências estão previstas para ocorrer até o fim de outubro.

Durante a inauguração, a presidente Laura Fernández afirmou que a unidade representa um novo modelo de rigor no combate ao crime e disse que a Costa Rica poderá se tornar uma referência global em segurança prisional.

O país registrou 873 homicídios no ano passado, em meio ao avanço de organizações criminosas ligadas ao narcotráfico. A população carcerária também atingiu recorde, com mais de 21 mil pessoas privadas de liberdade, alta de 42% desde 2022, segundo o governo.

Fernández declarou admiração pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, cuja política de repressão máxima tem como principal símbolo o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot). A prisão salvadorenha, com capacidade para 40 mil detentos, foi alvo de denúncias de abusos, torturas, detenções ilegais e mortes.

Embora tenha sido inspirada no Cecot, a penitenciária costarriquenha seguirá regras diferentes. Os detentos terão direito à luz do dia, exercícios ao ar livre, um telefonema por semana e visitas, enquanto usarão uniformes sem bolsos e não terão acesso a rádio ou televisão.

A unidade será inicialmente destinada a presos considerados perigosos e ligados a organizações criminosas. Na sexta-feira, Fernández deve viajar a El Salvador e visitar o Cecot.

Fonte: O Globo

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