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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Estudo identifica uso de plantas medicinais por elefantes africanos

Estudo no Quênia identifica 35 espécies de plantas usadas por elefantes africanos para tratar doenças próprias e de seus filhotes.

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Um estudo realizado na região do Monte Elgon, no Quênia, identificou 35 espécies de plantas usadas por elefantes africanos para tratar doenças próprias e de integrantes do grupo. A pesquisa foi publicada na revista Scientific Reports.

Das espécies observadas, 25 são conhecidas por moradores locais por suas propriedades medicinais. Os pesquisadores trabalharam com a Mount Elgon Foundation e ouviram agentes de proteção da vida selvagem e líderes comunitários.

Os relatos indicam que os elefantes escolhem determinadas plantas quando parecem estar doentes. Um agente contou ter visto fêmeas utilizando uma espécie conhecida como Angurweet para tratar filhotes com possíveis problemas estomacais.

Segundo o depoimento, as mães retiravam as folhas, mastigavam o restante com raízes de outras árvores e misturavam o material ao próprio leite. Os filhotes recebiam a mistura, mastigavam e cuspiam as partes sólidas.

O primatologista Michael Huffman, da Universidade de Nagasaki, no Japão, classificou o relato como intrigante, mas afirmou que são necessárias mais evidências para confirmar se os elefantes oferecem tratamentos específicos aos filhotes.

Para investigar o comportamento, os cientistas começaram a fornecer câmeras a especialistas locais em vida selvagem. A equipe também analisa as plantas utilizadas pelos animais em busca de possíveis compostos medicinais.

Os pesquisadores pretendem acompanhar os elefantes para verificar se eles selecionam determinadas espécies em situações específicas de saúde e se essas plantas apresentam atividades biológicas relevantes.

O uso de recursos naturais para tratar doenças também foi registrado em outras espécies, como mosquitos, moscas, abelhas e grandes primatas da África e da Ásia. Para os cientistas, a preservação das florestas é necessária para manter recursos com potencial medicinal para animais e seres humanos.

Fonte: O Globo

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