O presidente da China, Xi Jinping, chega nesta quarta-feira (23) a Washington para uma visita de Estado aos Estados Unidos e se reúne na quinta-feira (24) com o presidente Donald Trump na Casa Branca. A agenda deve incluir inteligência artificial, comércio e a disputa sobre as vendas de armas americanas a Taiwan.
A visita ocorrerá entre 23 e 25 de setembro, conforme anunciou o Ministério das Relações Exteriores da China. A Casa Branca informou que Trump receberá Xi na Base Conjunta Andrews nesta quarta-feira e que a programação oficial também inclui uma cerimônia de chegada, um jantar de Estado, uma recepção com chá e uma visita ao Arquivo Nacional. ([whitehouse.gov](https://www.whitehouse.gov/briefings-statements/2026/09/first-lady-melania-trump-releases-details-ahead-of-his-excellency-xi-jinping-president-of-the-peoples-republic-of-china-and-madame-peng-liyuans-visit-to-the-white-house/?utm_source=openai))
Segundo a Reuters, três fontes familiarizadas com as negociações afirmaram que Xi deve pressionar Trump a interromper as vendas de armas a Taiwan com base no comunicado conjunto assinado pelos dois países em 1982. O documento menciona a intenção dos Estados Unidos de reduzir gradualmente os fornecimentos, mas um memorando do governo de Ronald Reagan condicionou essa posição ao compromisso chinês com uma solução pacífica para as divergências.
Os Estados Unidos mantêm a política de fornecer a Taiwan meios para sua defesa, enquanto Pequim considera a ilha parte de seu território. O governo taiwanês rejeita a reivindicação de soberania chinesa, e as atividades militares de Pequim nas proximidades da ilha aumentaram nos últimos anos. ([internazionale.it](https://www.internazionale.it/ultime-notizie-reuters/2026/09/22/exclusive-china-s-xi-expected-to-press-trump-to-halt-taiwan-arms-sales-under-1982-agreement-sources-say?utm_source=openai))
A inteligência artificial também deve ocupar espaço nas conversas. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou após reuniões com o vice-premiê chinês He Lifeng, em Nova York, que Washington propôs um mecanismo de notificação para incidentes de IA com possíveis efeitos sobre a segurança nacional. A proposta ainda depende de definição e avaliação pelos dois governos. ([apnews.com](https://apnews.com/article/2c7f54f07e755f506d9db9b91df282bd?utm_source=openai))
Washington e Pequim disputam a liderança no desenvolvimento de sistemas de IA e mantêm restrições sobre tecnologias sensíveis, incluindo chips avançados. Apesar da competição, as discussões sobre um canal de alerta indicam uma tentativa de reduzir os riscos de incidentes entre as duas potências.
Fonte: g1