Botafogo e GDA Luma assinaram um termo que prevê investimentos e estabelece as bases para uma eventual entrada do grupo no controle da SAF alvinegra, mas o documento não obriga a empresa a concluir a aquisição das ações.
O acordo é um term sheet, instrumento que reúne condições para uma operação futura. Segundo a apuração do jornal O Globo, o documento vai além de registrar a negociação e determina investimentos que deverão ser realizados pela GDA.
O termo foi firmado entre a GDA e o Botafogo de Futebol e Regatas, mas não representa o contrato definitivo de compra das ações nem formaliza a transferência do controle da SAF. Para que isso ocorra, ainda são necessárias outras etapas e um entendimento que envolva os atuais detentores do controle.
A discussão ganhou força após o relatório mais recente da recuperação judicial da SAF. No documento, a administração judicial afirma que não foi celebrado, até o momento, acordo vinculante para a aquisição do controle acionário pela GDA Luma.
O relatório também registra que a operação formalizada na recuperação judicial é um financiamento na modalidade DIP, usado para garantir novos recursos à empresa em recuperação. Os créditos desse financiamento poderão ser convertidos em ações no futuro, desde que essa possibilidade esteja prevista no acordo global a ser firmado entre Botafogo, GDA e Eagle Bidco.
Assim, há três instrumentos distintos: o empréstimo DIP, já formalizado; o term sheet, que prevê investimentos e condições para uma possível operação; e o acordo definitivo necessário para transferir as ações e o controle da SAF. A transferência dos 90% da SAF ainda não foi contratada nem realizada.
Fonte: O Globo