Botafogo e GDA Luma assinaram um termo que prevê investimentos na SAF alvinegra e estabelece condições para uma possível transferência de controle, mas o documento não obriga o grupo a concluir a aquisição das ações, segundo apuração publicada nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026.
O documento é um term sheet, instrumento que reúne as bases de uma negociação. Embora determine investimentos a serem realizados pela GDA, ele não corresponde ao contrato definitivo de compra das ações nem formaliza, por si só, a mudança de controle da SAF.
O termo foi firmado entre a GDA e o Botafogo de Futebol e Regatas. A relação, portanto, vai além do empréstimo já realizado e de uma manifestação de interesse, mas ainda depende de outras etapas e de um acordo que envolva os atuais detentores do controle.
A discussão ganhou força após o relatório mais recente da recuperação judicial da SAF. No documento, a administração judicial afirma que ainda não foi celebrado acordo vinculante para a aquisição do controle acionário pela GDA Luma.
O relatório também registra que o instrumento formalizado na recuperação judicial é um financiamento na modalidade DIP, destinado a fornecer recursos à empresa em recuperação. A operação não representa, por si só, compra e venda de ações ou transferência do controle societário.
Os créditos do financiamento poderão ser convertidos futuramente em ações, desde que essa possibilidade esteja prevista no acordo global a ser celebrado entre Botafogo, GDA e Eagle Bidco.
Atualmente, há três instrumentos distintos: o empréstimo DIP, já formalizado; o term sheet, que prevê investimentos e condições para uma possível operação; e o acordo definitivo necessário para transferir as ações e o controle da SAF.
Assim, os 90% da SAF ainda não foram transferidos nem tiveram sua aquisição contratada de forma definitiva pela GDA. A operação que efetivamente levaria o controle ao grupo ainda não foi concluída.
Fonte: O Globo