A campanha de Marina Silva, candidata ao Senado por São Paulo pela Rede Sustentabilidade, pediu R$ 1,2 milhão adicional à direção nacional do partido na semana anterior a 23 de setembro e questionou os critérios de distribuição do Fundo Eleitoral.
O requerimento, assinado pelo coordenador-geral da campanha, Bazileu Margarido, afirma que Marina aparece de forma consistente na liderança da disputa e deveria receber recursos de uma reserva destinada a candidaturas consideradas competitivas e estratégicas.
A campanha já recebeu R$ 1 milhão da Rede. O valor é inferior aos repasses feitos a Heloísa Helena, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, que recebeu R$ 2,8 milhões; ao deputado federal André Janones, de Minas Gerais, com R$ 3 milhões; e ao ativista Thiago Ávila, candidato à Câmara por São Paulo, com R$ 1,5 milhão.
O partido pode justificar a prioridade a candidaturas proporcionais pela necessidade de formar bancadas federais, em conjunto com o PSOL, para superar a cláusula de barreira. Outra candidata ao Senado, Luizianne Lins, do Ceará, recebeu R$ 2,2 milhões da legenda.
A campanha de Marina confirmou o pedido formal à executiva nacional da Rede e informou que ainda não recebeu resposta. O porta-voz nacional do partido, Paulo Lamac, foi procurado pelo GLOBO, mas não respondeu.
Até o momento, Marina arrecadou quase R$ 3 milhões. Além do repasse da Rede, recebeu R$ 1,1 milhão do PSOL, responsável pela indicação do primeiro suplente da chapa, e recursos de financiamento coletivo e doações privadas.
Segundo aliados, o dinheiro solicitado seria usado na produção de material impresso, na contratação de equipes para mobilização de rua e no impulsionamento de conteúdo nas redes sociais durante a reta final da campanha. A campanha afirma que não há problemas com contratos em aberto.
A prestação parcial de contas indica que a Rede destinou R$ 25,5 milhões aos candidatos da sigla. O partido recebeu R$ 35,8 milhões do Fundo Eleitoral e pode complementar os repasses com recursos do Fundo Partidário, submetidos a regras específicas.
Fonte: O Globo