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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

STJ mantém prisão temporária de Milton Leite

Ministro do STJ nega habeas corpus e mantém prisão temporária de Milton Leite, investigado em operação sobre suposta infiltração do PCC em empresas de ônibus.

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O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quarta-feira (23) o pedido de liberdade do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), preso em uma investigação sobre a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de ônibus da capital paulista.

Schietti afirmou não ter identificado flagrante ilegalidade na decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que determinou a prisão temporária. Segundo o ministro, a medida é considerada imprescindível para a coleta de provas e foi fundamentada na gravidade das condutas sob suspeita.

Na decisão, o magistrado disse que a prisão foi determinada com base em elementos concretos e é necessária para o prosseguimento de uma investigação sobre a suposta infiltração de uma facção criminosa no transporte público. O ministro também mencionou indícios de autoria e participação de Leite, apontado na investigação como gestor direto de empresas controladas pelo PCC.

“Não identifico, portanto, manifesta ilegalidade que permita inaugurar a competência constitucional deste Tribunal Superior”, escreveu Schietti ao negar o habeas corpus apresentado pela defesa.

Milton Leite se entregou à polícia na tarde de sexta-feira, em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele foi alvo de um mandado de prisão temporária durante a Operação Vectura Corrupta, e a prisão foi mantida após audiência de custódia realizada no sábado.

Leite é citado como responsável direto pela operação de algumas das empresas de ônibus investigadas. De acordo com a apuração, ele seria o dono de fato da Transwolff.

A decisão do TJ-SP que autorizou a prisão temporária de 13 investigados menciona a análise de mensagens extraídas de celulares, documentos e informações financeiras. Segundo o tribunal, o material indicou possíveis vínculos entre os investigados e integrantes ou colaboradores do PCC.

Fonte: O Globo

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