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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

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JUSTIÇA

Mãe de Isabelle Caracristi diz que prisão do namorado inicia processo de justiça

Mãe de Isabelle Caracristi afirma que prisão preventiva do namorado marca o início do processo de justiça pela morte da filha.

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A mãe da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, afirmou nesta terça-feira (22) que a prisão preventiva do namorado da jovem, João Munhoz Neto, representa o início do processo de justiça pela morte da filha. Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, no pátio do condomínio onde morava com o namorado, no bairro Aldeota, em Fortaleza.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a professora Isorlanda Caracristi mostrou a certidão de óbito da filha e disse que esperava receber o diploma de Direito da jovem, e não o documento que registra sua morte.

João Munhoz Neto, de 34 anos, foi preso pela Polícia Civil do Ceará na terça-feira, em um condomínio na Aldeota. Segundo informações divulgadas na investigação, o pedido de prisão preventiva tem relação com os artigos 122 e 147 do Código Penal, que tratam, respectivamente, de indução, instigação ou auxílio ao suicídio ou à automutilação e de ameaça.

A defesa de João criticou a decisão. A advogada Lígia Peixe afirmou que o cliente havia se apresentado voluntariamente à polícia na segunda-feira (21), entregado o celular e informado um endereço para ser localizado. Segundo ela, o namorado de Isabelle está fragilizado desde a morte da jovem e sob efeito de medicamentos.

O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos judiciais relacionados à investigação tramitam em segredo de Justiça. A Polícia Civil afirmou que João prestou depoimento na segunda-feira e foi ouvido novamente após a prisão, enquanto outros sete envolvidos também foram ouvidos.

O celular do investigado foi apreendido e passa por análise. Imagens de câmeras de segurança, dispositivos eletrônicos e novos depoimentos também integram as diligências da investigação.

De acordo com a Perícia Forense do Ceará, o laudo cadavérico apontou politraumatismo, com lesões compatíveis com o impacto contra o solo. Exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse, e a perícia informou que dez laudos foram concluídos, enquanto outros três estavam em fase final na terça-feira.

Fonte: g1 Ceará

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