O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a interferência externa em eleições, defendeu a soberania brasileira e cobrou cooperação internacional contra o crime organizado nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
\nLula afirmou que a credibilidade do Conselho de Segurança da ONU nunca esteve tão baixa e voltou a defender a reforma do órgão. Segundo ele, o direito de veto concedeu às grandes potências um privilégio que enfraquece a capacidade de resposta da organização.
\nAo abordar a crise da democracia, o presidente declarou que o Brasil não é “quintal de ninguém” e alertou para a possibilidade de ingerência externa em projetos eleitorais. O primeiro turno das eleições gerais de 2026 ocorrerá em 4 de outubro, 12 dias após o discurso. ([tse.jus.br](https://www.tse.jus.br/eleicoes/cde-2026?utm_source=openai))
\nO presidente também defendeu medidas de seu governo, como a aprovação da Lei Antifacção. Ele afirmou que o acesso às reservas brasileiras de minerais críticos e terras raras deverá gerar valor no país e incluir transferência de tecnologia.
\nAo tratar do crime organizado, Lula afirmou que o Brasil não precisa de porta-aviões vigiando suas águas. Sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele defendeu cooperação para interromper o fluxo internacional de armas e dinheiro usado por organizações criminosas.
\nLula encerrou o trecho sobre segurança pública com uma promessa de endurecimento contra a corrupção. “Ninguém está acima da lei”, disse o presidente, ao afirmar que o combate ao crime organizado e à corrupção continuará “implacável”.
\nFonte: O Globo