A deputada federal eleita Anielle Franco (PT-RJ) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), neste domingo (19), uma campanha ampla para informar os eleitores sobre mudanças nos locais de votação do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Em ofício, Anielle solicitou divulgação em rádio e televisão, avisos individuais e medidas de acessibilidade. Entre as sugestões estão o envio de mensagens por SMS, WhatsApp ou pelo aplicativo e-Título, além da publicação de uma lista com os endereços antigos e novos.
Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (16), mais de 4,3 mil seções tiveram o endereço alterado entre os dois turnos em todo o país. O tribunal atribuiu as mudanças a fatores como chuvas fortes, reformas não concluídas, manutenções, falhas no fornecimento de energia e adequações de acessibilidade.
Anielle também pediu a instalação de cartazes e a presença de equipes de orientação nos antigos locais de votação no dia do pleito. Em nota, ela afirmou que mudanças feitas a uma semana da eleição podem levar eleitores a comparecer ao endereço anterior e perder a oportunidade de votar.
Uma reportagem publicada neste domingo apontou inconsistências na página do TSE, que teria contabilizado como alterações casos em que os endereços das seções permaneceram os mesmos. Com a revisão dos dados, o número informado de mudanças caiu para 2.033.
Os Tribunais Regionais Eleitorais passaram a divulgar em seus sites e redes sociais quais locais foram efetivamente alterados. No Rio de Janeiro, o TRE-RJ informou que a mudança afeta mais de 1,8 mil eleitores da 188ª Zona Eleitoral, que deverão votar na Rede de Ensino EEEPV, na Rua Irapuá, 243, em Penha Circular.
O TSE orienta que os eleitores consultem o local de votação pouco antes do pleito, porque os endereços podem ser modificados até o dia da eleição. A consulta pode ser feita no site do tribunal, por nome, título ou CPF, e também pelo aplicativo e-Título.
No primeiro turno, o Rio de Janeiro teve 277 locais de votação alterados em relação às eleições de 2024, atingindo cerca de 670 mil eleitores. Segundo o TRE-RJ, parte das mudanças buscou retirar seções de áreas consideradas de alto risco ou sob domínio do crime organizado.
Fonte: O Globo