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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Suplente de Alcolumbre é indiciado pela PF após sacar R$ 350 mil e ser associado a esquema no Dnit

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Suplente de Alcolumbre é indiciado pela PF após sacar R$ 350 mil e ser associado a esquema no Dnit

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A Polícia Federal concluiu nesta semana o inquérito que investiga suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no Amapá. Breno Chaves Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), foi indiciado. Flagrado sacando R$ 350 mil em espécie e entrando em um carro ligado a primos do presidente do Senado, ele é apontado por investigações como membro de um núcleo suspeito de direcionar contratos relacionados às obras da BR-156.

Os investigados negaram irregularidades, embora os alvos não tenham se manifestado após o indiciamento. Alcolumbre afirmou, por meio de nota, que não possui relação com a atuação empresarial de Breno Chaves e que não interfere nas contratações do Dnit. O documento foi encaminhado à 4ª Vara Federal de Macapá, onde tramita o processo.

Segundo a PF, Breno Chaves foi indiciado por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. Marcello Linhares, atual superintendente regional do Dnit no Amapá, também foi indiciado por crimes como associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude a licitações.

O indiciamento ocorre na fase anterior à denúncia, quando a polícia avalia se há elementos suficientes para processar os envolvidos. Caso o Ministério Público decida denunciar, os investigados passam a ser réus. Se não, pode solicitar novas diligências ou o arquivamento.

A investigação indica que Breno exercia influência na superintendência do Dnit no Amapá e usou sua condição de suplente de senador para interferir em contratos e liberações de recursos. Mensagens apreendidas revelam diálogo entre Linhares e Breno sobre contratos, obras e pedidos de liberação de verbas. Em uma comunicação, Linhares teria solicitado que Breno pressionasse o governo e o senador Davi Alcolumbre por liberação orçamentária.

Alcolumbre afirmou responder apenas por seus atos e que não tem responsabilidade pelas ações de terceiros ou por menções a seu nome sem prova. A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de irregularidades em contratos ligados às obras sob investigação, somando R$ 60,2 milhões.

Em novembro de 2024, Breno foi monitorado após sacar R$ 350 mil em uma agência bancária, e entrou em uma SUV registrada em nome de uma empresa ligada a primos do presidente do Senado. Documentos indicam que o veículo foi transferido oficialmente para ele meses depois.

O Dnit afirmou colaborar com as investigações e repudiar práticas fraudulentas. A defesa de Breno alegou que os saques referiam-se a pagamentos a funcionários e prestadores de serviços de sua empresa, enquanto Alcolumbre reitera sua separação das ações do suplente.

Leia a íntegra da nota de Alcolumbre em: GLOBO.

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