Após uma década no comando do Manchester City, Pep Guardiola anunciou nesta sexta-feira sua saída do clube inglês, com despedida marcada para domingo, na última rodada da Premier League contra o Aston Villa. Sem definir seu próximo passo, o treinador espanhol afirmou que não pretende assumir outro clube por enquanto.
"Não vou responder. Não há planos para treinar por um tempo. Caso contrário, eu estaria aqui (no Manchester City). Preciso dar um passo para trás; não vou treinar por um tempo", declarou Guardiola em entrevista coletiva antes do jogo final da temporada.
Embora deixe a função de técnico, Guardiola continuará ligado ao Grupo City, atuando como Embaixador Global. Nessa função, oferecerá consultoria técnica e participará de projetos e colaborações sem envolvimento nas decisões diárias.
"Gostaria de seguir representando este clube em um papel diferente. Não em decisões cotidianas ou nos holofotes, mas nos bastidores, quero fazer parte ainda", explicou o treinador.
De acordo com o jornal espanhol Sport, Guardiola é alvo de pelo menos três seleções: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Marrocos, que já iniciaram contato com seus representantes após a sua saída do City. Além disso, o treinador também é cotado para o Al-Nassr, clube de Cristiano Ronaldo, que conquistou o título do campeonato saudita sob o comando de Jorge Jesus, que anunciou sua saída após o título.
Chegando ao City em 2016, Guardiola liderou o clube até se tornar uma potência mundial, conquistando 20 títulos, incluindo a Champions League, Mundial de Clubes e seis títulos do Campeonato Inglês. Ele é o técnico que mais tempo ficou no cargo, superando Les McDowall, chegando a sua 593ª partida neste domingo, contra o Aston Villa.
Enzo Maresca, ex-Chelsea e auxiliar de Guardiola no City, é apontado como provável substituto.