O publicitário Eduardo Fischer foi oficializado como novo responsável pela pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A troca na equipe de marketing ocorreu na noite de quarta-feira, após semanas de tensões e insatisfação interna com a gestão anterior. Fischer, reconhecido por seu peso no setor publicitário nacional, substitui Marcello Lopes, conhecido como "Marcellão". A mudança foi motivada pelo desgaste em meio às crises envolvendo o senador e as revelações sobre seus contatos e contas vinculadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Fischer integra o seleto grupo de profissionais que compõem o "Hall da Fama" do Marketing brasileiro, com destaque para campanhas de impacto, como o slogan "A número 1" para Brahma, após a Copa de 1994. Ele já foi eleito cinco vezes o "Publicitário do Ano" no país e acumulou mais de 700 prêmios nacionais e internacionais ao longo de sua carreira. Antes de se dedicar integralmente à publicidade, atuou em iniciativas de relevância internacional, como o evento "Rio +20" da ONU. Sua parceria com Roberto Justus na década de 2000 também consolidou seu nome entre os principais nomes da comunicação brasileira.
Apesar do sucesso no mercado comercial, Fischer participou de campanha política apenas em 2018, apoiando Álvaro Dias à presidência, com resultados modestos. Atualmente, seu foco será reorientar a estratégia de Flávio, que enfrenta uma crise de imagem agravada pela revelação de áudios e movimentações financeiras suspeitas, além de uma resposta considerada lenta e insegura ao escândalo.
A crise se intensificou após a divulgação de áudios onde Flávio cobra Vorcaro por recursos destinados à produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. As investigações federais aprofundaram as suspeitas sobre a origem dos recursos utilizados nos projetos. Flávio também visitou Vorcaro durante seu regime de prisão domiciliar, tentando finalizar o caso, o que gerou repercussão na opinião pública e within aliados. A contratação de um especialista em comunicação mais experiente, como Fischer, é vista como uma tentativa de frear o desgaste e controlar a narrativa em plena corrida presidencial.