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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Debate amplia críticas à comunicação da campanha de Lula

Desempenho de Lula em debate da Band amplia críticas à comunicação da campanha, liderada pelo ministro Sidônio Palmeira.

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O desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate da Band, realizado no domingo, ampliou as críticas à comunicação de sua campanha à reeleição, liderada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

Integrantes da equipe avaliaram que Lula apresentou poucas propostas, respondeu sem firmeza às acusações de Flávio Bolsonaro e transmitiu sinais de cansaço em alguns momentos. Sidônio preparou o presidente para o encontro e acompanhou o debate na primeira fileira do estúdio.

Durante os intervalos, o ministro foi ao púlpito conversar com Lula. Na primeira pausa, questionou Flávio por permanecer atrás do presidente durante as respostas e discutiu com integrantes da equipe do candidato do PL, segundo relatos.

Vídeos de bastidores mostraram Sidônio visivelmente nervoso. Em um dos intervalos, Lula teria pedido que o ministro se acalmasse. Membros da campanha avaliam que a postura de Sidônio também transmitiu nervosismo ao presidente.

O trabalho da comunicação já era questionado desde o primeiro turno, quando integrantes da campanha criticaram o foco da propaganda eleitoral no legado de Lula. As cobranças aumentaram depois que Flávio terminou a primeira etapa da disputa dois pontos à frente do presidente.

As críticas a Sidônio foram discutidas em uma reunião do PT realizada dois dias após o primeiro turno, com a participação de integrantes da Executiva Nacional e coordenadores estaduais da campanha. Após o debate, o deputado eleito Jones Manoel (PSOL), apoiador de Lula, defendeu nas redes sociais mudanças na equipe de comunicação.

Jones afirmou que a campanha deveria reunir influenciadores e comunicadores para divulgar checagens durante os debates. Segundo ele, os aliados presentes no estúdio não produziram vídeos sobre a postura de Flávio nos bastidores.

A equipe também enfrenta divergências internas. Em 7 de outubro, Sidônio e o marqueteiro Otávio Antunes discutiram na casa em Brasília usada para gravações do presidente, com troca de ofensas, conforme relatos. Antunes deixou de frequentar o local depois do episódio, mas continua contribuindo com a estratégia digital; os dois não comentaram o caso.

Após o primeiro turno, Lula decidiu incorporar Antunes à campanha presidencial. O grupo responsável pelo programa de governo é liderado por Raul Rabelo, sócio de Sidônio.

A comunicação foi ampliada no segundo turno e tenta reduzir as divergências internas enquanto modifica a estratégia, com maior dinamismo nas redes sociais, novas peças e vídeos de Lula gravados em formato de selfie.

Fonte: O Globo

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