A Europa acelera corrida por IA militar e drones autônomos com foco em inteligência artificial (IA), superando a fase experimental para priorizar investimentos em drones, sistemas de combate e plataformas de decisão autônomas. Alemanha, França, Reino Unido e Ucrânia lideram essa transformação.
Um marco recente é o programa "Brave Germany", parceria germano-ucraniana para fabricar 5.000 drones de ataque com IA. Este projeto sinaliza a transição da IA de ferramenta de apoio para componente central nas forças armadas europeias.
Investimentos concentram-se em sistemas de armas semi-autônomos, onde a IA auxilia na navegação e identificação de alvos sob supervisão humana, e em plataformas de apoio à decisão que analisam grandes volumes de dados para auxiliar comandantes.
A Alemanha se destaca com o programa Future Combat Air System (FCAS) e a integração de IA em sistemas de guerra eletrônica. O Reino Unido desenvolve a rede digital Asgard e amplia parcerias. A França busca independência tecnológica com a Mistral AI, visando sistemas militares soberanos.
A guerra na Ucrânia impulsionou o desenvolvimento da IA militar. Kiev utiliza IA em análise de inteligência, monitoramento de tropas e drones de ataque. O sistema Delta, integrado à OTAN, usa IA para interpretar dados em tempo real no campo de batalha.
O avanço da IA militar levanta debates éticos sobre a automação em guerras. Preocupa a possibilidade de sistemas selecionarem ou atacarem alvos com mínima intervenção humana, embora a automação prometa respostas militares mais rápidas e resilientes.
Fonte: O Globo