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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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DEFESA E TECNOLOGIA

Europa acelera corrida por IA militar e drones autônomos

Países europeus investem pesado em drones, IA e armas autônomas, impulsionados pela guerra na Ucrânia. Alemanha e França lideram desenvolvimento de tecnologias militares de ponta.

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Europa acelera corrida por IA militar e drones autônomos

A Europa entrou em uma nova corrida armamentista focada em inteligência artificial (IA) e drones. Alemanha, França, Reino Unido e Ucrânia estão acelerando programas de defesa que utilizam IA em sistemas de combate e plataformas de decisão.

O programa "Brave Germany", uma parceria entre Alemanha e Ucrânia, anunciou a produção de 5 mil drones de ataque equipados com IA. O projeto reflete uma mudança estratégica na Europa, onde a IA deixa de ser uma ferramenta de apoio para se tornar central nas forças armadas.

Investimentos europeus concentram-se em armas semi-autônomas, onde a IA auxilia na navegação e identificação de alvos, mas a decisão final de ataque cabe ao humano, e em plataformas de apoio à decisão militar que analisam grandes volumes de dados para auxiliar comandantes.

A Alemanha lidera avanços com contratos para desenvolver IA em sistemas de combate aéreo e de guerra eletrônica, além de drones kamikaze. O Reino Unido investe no programa Asgard, que conecta sensores e armamentos inteligentes, e amplia parceria com a Palantir. A França busca independência tecnológica desenvolvendo sistemas próprios com a Mistral AI.

A guerra na Ucrânia impulsionou essa aceleração. O país utiliza IA em análise de inteligência, monitoramento de tropas e drones de ataque. O sistema Delta, integrado à OTAN, usa IA para interpretar dados em tempo real e auxiliar soldados. Drones kamikaze com navegação autônoma também estão em operação.

O avanço da IA militar levanta debates éticos sobre o uso de armas autônomas, com preocupações sobre a redução da intervenção humana em decisões de ataque e a velocidade das operações militares.

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