O dólar fechou a sexta-feira (15) acima de R$ 5, atingindo o maior valor em um mês, reflexo da aversão global ao risco e do cenário político interno. A tensão no Oriente Médio, o risco de aumento de juros no Japão e o agravamento das incertezas políticas no Brasil impulsionaram a alta da moeda americana.
O índice Ibovespa, por sua vez, encerrou o dia em queda de 0,61%, aos 177.284 pontos. O mercado de ações operou sob pressão, influenciado pelo ambiente externo mais defensivo e pelas preocupações fiscais e políticas domésticas. As ações da Petrobras ajudaram a reduzir parte das perdas ao longo do pregão.
No cenário internacional, a persistência da inflação global e a possibilidade de elevação de juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve aumentaram a busca por ativos seguros. A disparada dos juros dos títulos públicos japoneses durante a madrugada intensificou o movimento, levando investidores a reverterem operações de 'carry trade' e retirarem capital de economias emergentes.
Internamente, desdobramentos políticos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro ampliaram as incertezas e a busca por proteção na moeda americana. Paralelamente, os preços do petróleo subiram mais de 3% devido ao aumento das tensões no Oriente Médio, com o barril do Brent fechando a US$ 109,26 e o WTI a US$ 105,42.