O dólar comercial fechou a sexta-feira (15) cotado a R$ 5,067, um avanço de 1,63% e o maior valor em um mês, refletindo um cenário de aversão global ao risco e incertezas políticas no Brasil. A tensão no Oriente Médio, com a guerra entre Irã e Estados Unidos, e a perspectiva de alta de juros no Japão, impulsionada pela inflação, contribuíram para a valorização da moeda americana. No mercado interno, notícias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro aumentaram a cautela dos investidores.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acompanhou o pessimismo e encerrou o dia em queda de 0,61%, aos 177.284 pontos. O pregão foi marcado pela volatilidade, com o índice chegando a cair mais de 1% pela manhã, mas reduzindo as perdas com o suporte das ações da Petrobras.
Internacionalmente, o Federal Reserve (Fed) dos EUA pode elevar os juros diante da persistente inflação global, pressionada pela alta do petróleo. A inflação ao produtor no Japão acelerou para 4,9% em abril, levando os juros dos títulos públicos japoneses a atingirem o maior nível desde 1999. Esse cenário provocou a reversão do fluxo de capital conhecido como 'carry trade', que beneficiava mercados emergentes como o Brasil.
O petróleo Brent subiu mais de 3%, a US$ 109,26 o barril, e o WTI avançou 4,2%, a US$ 105,42, em meio às crescentes tensões no Oriente Médio e à falta de avanços nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo.