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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Operação da PF mira ex-governador Castro e abala Alerj em meio à crise fiscal

Operação da PF mira ex-governador Claudio Castro e agita a Alerj. Ação intensifica pressão sobre presidente Douglas Ruas em meio à crise fiscal e disputas políticas no Rio de Janeiro.

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Operação da PF mira ex-governador Castro e abala Alerj em meio à crise fiscal

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foi agitada nesta sexta-feira (15) por uma operação da Polícia Federal (PF) que tem o ex-governador Claudio Castro como um dos alvos. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, cumpre 17 mandados de busca e apreensão em investigação sobre supostas irregularidades na Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A operação intensifica a pressão sobre o presidente da Alerj, Douglas Ruas, em um cenário já marcado pela crise fiscal do estado e disputas internas.

Parlamentares classificaram o impacto da operação como uma "bomba" para a imagem de Ruas. Entre os alvos da PF estão o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. O deputado Vitor Bagueira (PDT) lamentou o episódio, afirmando que "mais uma vez nosso estado vira manchete negativa em todo o país".

O deputado Luiz Paulo (PSD) considerou a investigação uma "consequência esperada", citando o histórico da Refit com débitos tributários e sonegação fiscal. "A Refit é uma devedora histórica do fisco estadual", declarou, lembrando que a empresa é a segunda maior devedora ativa do estado, com cerca de R$ 14 bilhões em dívidas. Luiz Paulo alertou que a operação pode impactar a arrecadação estadual, mas também pode reduzir a sonegação no setor de combustíveis.

O presidente da Alerj, Douglas Ruas, é visto como atingido indiretamente pela operação, somando-se a dificuldades em sua gestão. Deputados apontam que Ruas caiu em uma "arapuca" ao assumir o comando da Casa, em meio a investigações e exonerações promovidas pelo governador em exercício. Aliados de Ruas consideram que o desgaste se agrava após sua tentativa frustrada de assumir interinamente o governo estadual.

A tentativa de assumir o governo visava ampliar a visibilidade de Ruas, já que pesquisas internas do PL indicam alto índice de desconhecimento do eleitorado fluminense. No entanto, as operações policiais contra deputados criaram uma "bolha negativa" que ele precisa furar. O cenário sucessório para 2026 ainda está em definição, mas Ruas aparece como um dos nomes da direita para o governo estadual, apesar do desconhecimento fora da Região Metropolitana. Mudanças recentes no primeiro escalão do governo indicam uma reorganização administrativa antes do prazo eleitoral.

Fonte: O Globo

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