O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou ter solicitado ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a prisão e deportação de um empresário brasileiro descrito como "um dos grandes chefes do crime organizado" do país, que reside em Miami. A informação foi divulgada em entrevistas recentes e confirmada após um encontro entre os líderes.
Em dezembro de 2025, Lula relatou ter conversado com Trump sobre o empresário, identificado como Ricardo Magro, dono da Refit. O presidente brasileiro afirmou ter enviado a Trump detalhes sobre o devedor, que é um grande importador de combustível fóssil.
"Eu liguei para o Trump dizendo pra ele que se ele quiser enfrentar o crime organizado, nós estamos à disposição. E mandei para ele no mesmo dia a proposta do que nós queremos fazer. Disse para ele, inclusive, que um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro, que é o maior devedor deste país, que é importador de combustível fóssil, mora em Miami. Então, se quiser ajudar, vamos ajudar prendendo logo esse aí", declarou Lula.
Em fevereiro, durante uma viagem à Índia, o presidente voltou a mencionar a operação que resultou no bloqueio de 250 milhões de litros de gasolina em cinco navios, apreendidos e entregues à Petrobras. Lula mencionou que enviou a Trump a fotografia da casa e o nome do empresário, exigindo sua extradição.
"Nós bloqueamos 250 milhões de litros de gasolina em cinco navios, entregamos para Petrobras, Essa pessoa mora em Miami, nós mandamos para o presidente Trump a fotografia da casa dele, o nome dele. E nós queremos essa pessoa no Brasil. É para combater o crime organizado? Então nos entregue os nossos bandidos", disse.
Em entrevista após seu encontro mais recente com Trump, o presidente brasileiro reiterou o pedido de cooperação para a extradição de criminosos brasileiros que estariam em Miami.