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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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INVESTIGAÇÃO

Empresário Ricardo Magro é alvo de nova operação da PF por sonegação fiscal bilionária

Empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit, é um dos alvos da Operação Sem Refinamento da Polícia Federal. Investigado por sonegação fiscal bilionária e lavagem de dinheiro, seu nome também esteve em pauta em possível conversa entre Lula e Trump.

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Empresário Ricardo Magro é alvo de nova operação da PF por sonegação fiscal bilionária

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15/05/2026) a Operação Sem Refinamento, que mira o empresário Ricardo Magro, apontado como um dos maiores devedores tributários do Brasil. Magro, dono do grupo Refit, é alvo de mandado de prisão e teve seu nome incluído na lista vermelha da Interpol. A ação aprofunda investigações sobre suspeitas de sonegação fiscal bilionária, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas no setor de combustíveis.

Empresas ligadas ao grupo Refit teriam sido utilizadas para movimentar recursos em esquemas de fraude tributária. O empresário, que vive em Miami desde a década passada, é considerado peça-chave em estruturas financeiras ligadas ao mercado de combustíveis. Ele controla a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e tem negócios nos EUA e em Portugal.

O nome de Magro ganhou destaque na política nacional nesta semana, após reportagens indicarem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendia discutir o caso com Donald Trump em uma reunião, visando a cooperação internacional contra crimes financeiros. O caso ganha peso em meio a discussões na Casa Branca sobre classificar facções brasileiras como organizações terroristas.

Ricardo Magro possui um histórico de investigações. Em 2016, foi preso no âmbito de apurações sobre desvios envolvendo fundos de pensão Petros e Postalis, mas foi absolvido posteriormente. Em julho do ano passado, empresas ligadas à Refit foram citadas em investigações do Ministério Público de São Paulo sobre adulteração de combustíveis e fraudes fiscais. A refinaria do grupo já foi alvo da operação Carbono Oculto e chegou a ser interditada pela ANP.

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