O deputado federal Mário Frias, produtor do filme Dark Horse, apresentou nesta quinta-feira (15) uma nova versão sobre o patrocínio de Daniel Vorcaro à produção, após declarações divergentes do senador Flávio Bolsonaro. Frias atribuiu a controvérsia a "uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento".
Anteriormente, Frias havia afirmado que não havia "um centavo do Master" no filme, referindo-se ao Banco Master. Em sua nova nota, ele esclareceu que o relacionamento jurídico foi estabelecido com a Entre, pessoa jurídica distinta, e que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de qualquer acordo, nem o Banco Master atuou como investidor.
O parlamentar reiterou que nem o senador Flávio Bolsonaro nem o deputado Eduardo Bolsonaro possuem sociedade no filme, na produtora ou em qualquer estrutura relacionada. Ele garantiu que Dark Horse foi financiado exclusivamente com capital privado, sem recursos públicos.
Em publicações nas redes sociais, Frias sugeriu que investidores do longa expressaram receio de "perseguição". Ele criticou o que chamou de "narrativa tosca" originada "dentro da própria direita" com o objetivo de "sabotar a candidatura de Flávio", narrativa essa que seria "aproveitada pela esquerda sem escrúpulos".
Segundo a colunista Malu Gaspar, do O Globo, o antigo dono do Banco Master teria repassado R$ 62 milhões para a produção. Flávio Bolsonaro, em manifestação anterior, defendeu que Vorcaro "tinha um contrato" para financiar o filme e que, posteriormente, deixou de honrar os pagamentos, o que levou à busca por outros investidores.