O Botafogo sofreu mais um golpe em sua instável temporada ao ser eliminado da Copa do Brasil pela Chapecoense. A derrota por 2 a 0, nesta quarta-feira (15), em casa, confirmou o fracasso alvinegro na competição, que se soma à precoce saída na Libertadores. O resultado agrava ainda mais a situação financeira da SAF, que contava com a premiação do torneio para aliviar as contas.
A Chapecoense, sem se abalar com a vantagem do Botafogo na ida, marcou com Marcinho e Bolasie no primeiro tempo e garantiu a classificação. A equipe catarinense embolsou R$ 3 milhões com o avanço.
“Não começamos bem, não controlamos o jogo e demos o primeiro tempo para a Chapecoense jogar. Quando tentamos recuperar, era tarde. A culpa é nossa, dos jogadores. Tínhamos a obrigação de passar. É pedir desculpa ao torcedor”, lamentou o lateral-esquerdo Alex Telles.
Os jogadores falharam em campo, desperdiçando chances claras e falhando na marcação, mas a responsabilidade pela crise do Botafogo vai além das quatro linhas. O técnico português Franclim Carvalho é criticado pela escalação e pela dificuldade na correção da transição defensiva. A ausência de Ferraresi, defensor em boa fase, também chamou a atenção.
A diretoria, com a aparente saída de John Textor, busca uma reestruturação administrativa. Eduardo Iglesias foi indicado para ser o novo CEO da SAF, substituindo Durcesio Mello. Iglesias tem experiência no projeto da SAF desde sua criação e liderou negociações importantes para o clube.