Ir para o conteúdo

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Mário Frias defende Flávio Bolsonaro e nega sociedade em filme sobre ex-presidente

Mário Frias, produtor de "Dark Horse", afirma que senador não tem participação societária no filme sobre Bolsonaro e que busca por patrocínio foi legítima.

Compartilhe
WhatsApp
Mário Frias defende Flávio Bolsonaro e nega sociedade em filme sobre ex-presidente

O deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, negou nesta quinta-feira (14) qualquer sociedade do senador Flávio Bolsonaro na obra. A declaração surge após a divulgação de áudios em que Flávio pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Em sua conta no Instagram, Frias afirmou que Flávio Bolsonaro "não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora". Segundo o produtor, o papel do senador "limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores".

Frias descreveu "Dark Horse" como uma "superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional". O produtor também acusou "ataques direcionados" ao projeto, motivados por "claras motivações políticas e ideológicas".

A produtora do filme, segundo Frias, não recebeu "um único centavo do sr. Daniel Vorcaro". No entanto, Flávio Bolsonaro admitiu em nota ter procurado o banqueiro em busca de patrocínio para a obra, especialmente quando houve atrasos nos pagamentos.

O publicitário Thiago Miranda, que articulou uma operação de defesa do Banco Master, intermediou a negociação que levou Daniel Vorcaro a investir R$ 62 milhões no filme.

Flávio Bolsonaro admitiu ter trocado mensagens com Vorcaro, classificando a relação como privada e de busca por patrocínio para um "filme PRIVADO sobre a história do próprio pai", sem envolvimento de dinheiro público ou da Lei Rouanet.

O senador afirmou ter conhecido Vorcaro em 2024, após o fim do governo de seu pai, e que não havia, à época, "acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro". Flávio Bolsonaro reiterou seu apoio à instauração de uma CPI do Master.

Em áudios revelados pelo site "The Intercept", Flávio pede a Vorcaro "uma luz" para efetuar novos pagamentos, demonstrando preocupação com o andamento do filme.

Leia também