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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Lula pede restrição à IA em eleições para combater "mentirosos"

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende restrições ao uso de inteligência artificial em período eleitoral para evitar manipulação e fake news.

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Lula pede restrição à IA em eleições para combater "mentirosos"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (14) a restrição do uso de inteligência artificial (IA) durante o período eleitoral. A declaração foi feita em Camaçari (BA), durante o lançamento de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.

Lula avaliou que a manipulação de imagens e vozes por meio da IA pode ser usada por "mentirosos" para distorcer a verdade nas campanhas.

"O que é inteligência artificial? É a maior evolução desse mundo digital. Posso colocar a cara do Wagner, posso colocar a voz do Wagner, mas não é o Wagner", exemplificou o presidente, ressaltando o potencial de criação de falsas representações.

O presidente, no entanto, reconheceu a importância da IA em áreas como saúde, educação, ciência e tecnologia. "Tem uma importância muito grande. Mas, na eleição, será que é necessário inteligência artificial? Na eleição, as pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira", argumentou.

Ele questionou a capacidade de se fazer escolhas importantes, como a escolha de um padrinho para um filho, baseando-se em informações artificiais, e defendeu que a política, "o templo da verdade", não deve se valer de mentiras.

Lula lembrou que os políticos eleitos representam o povo e não devem mentir. "É melhor dizer que não pode fazer do que dizer que vai fazer e não fazer", afirmou, sugerindo a necessidade de discussões legislativas sobre o tema.

O presidente também mencionou a possibilidade de criar um "Lula artificial" para participar de comícios simultâneos em diversos estados, mas reiterou que, por ter "caráter", não aceitaria tal prática em sua campanha.

Para Lula, o contato visual entre político e eleitor é fundamental para discernir a verdade. "Se tem uma coisa que um político tem que fazer é olhar nos olhos do povo e permitir que o povo olhe nos olhos dele para saber quem está mentindo", concluiu, citando o ditado popular "mentira tem perna curta".

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