Ir para o conteúdo

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Haddad critica Flávio Bolsonaro e chama bolsonarismo de patologia

Fernando Haddad critica Flávio Bolsonaro por negociações com dono do Banco Master para financiar filme sobre Jair Bolsonaro e classifica o bolsonarismo como "patologia grave".

Compartilhe
WhatsApp
Haddad critica Flávio Bolsonaro e chama bolsonarismo de patologia

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou nesta quarta-feira (13) as revelações sobre conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Haddad ironizou o pedido de R$ 134 milhões feito por Flávio a Vorcaro para custear um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado “Dark Horse”.

"O cara pede uma contribuição de R$ 134 milhões para a família dele e o pessoal está apavorado com isso. Normal. O Brasil virou essa cleptocracia porque as pessoas perderam a noção do ridículo. Ele pediu isso para fazer um documentário sobre o pai dele. Até eu faço", afirmou Haddad durante um debate na Casa de Portugal, em São Paulo.

O petista classificou o bolsonarismo como uma “patologia grave” que instaurou uma “cleptocracia” no país e questionou a continuidade do “faz de conta” em dar respeitabilidade a essa força política.

As conversas, obtidas pela Polícia Federal, indicam que Flávio Bolsonaro buscou patrocínio privado para o filme. Inicialmente, o senador negou as informações, mas após reunião com aliados, confirmou a busca por patrocínio para um “filme privado sobre a história do próprio pai”.

Thiago Miranda, dono da agência que intermediou pagamentos, admitiu à coluna de Malu Gaspar (O Globo) que R$ 62 milhões foram transferidos para um fundo nos EUA para a produção do filme.

O Banco Master é investigado por fraudes com prejuízo bilionário aos cofres públicos e suspeitas de aliciamento de agentes públicos. O senador Ciro Nogueira (PP) também é alvo de investigação por suspeita de receber mesada em troca de emenda em benefício do banco, o que ele nega, atribuindo a acusações a perseguição política.

Fonte: O Globo

Leia também