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sábado, 17 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Flávio Bolsonaro nega irregularidades em repasse de dinheiro para filme

Senador Flávio Bolsonaro nega que dinheiro pedido ao banqueiro Daniel Vorcaro para filme tenha beneficiado Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, recursos foram repassados via fundo de advogado de seu irmão, sediado nos EUA. PF investiga o caso.

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Flávio Bolsonaro nega irregularidades em repasse de dinheiro para filme

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta quinta-feira (15) que recursos solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse" (o Azarão) tenham beneficiado seu irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Segundo Flávio, em entrevista à Globo News, o dinheiro foi repassado por meio do fundo Havengate Development Fund LP, gerido pelo advogado de Eduardo e sediado no Texas, nos Estados Unidos.

"Todos os recursos aportados nesse fundo, específico para produção do filme, foram integralmente utilizados para fazer o filme", afirmou o senador. A Polícia Federal (PF) investiga se o dinheiro foi usado para o financiamento do longa ou se serviu apenas como justificativa para a movimentação dos valores.

O site Intercept Brasil revelou na quarta-feira (14) conversas entre Flávio e Vorcaro em que o senador pede ao empresário o pagamento de "parcelas" para financiar um filme biográfico sobre o pai, a ser lançado próximo às eleições de outubro.

Flávio declarou que o advogado de Eduardo, que também cuidou do seu processo de green card, foi o gestor do fundo e do filme. Ele reiterou que o dinheiro foi destinado a um fundo exclusivo para a realização da obra cinematográfica.

Documentos americanos indicam que o escritório de um advogado de Eduardo Bolsonaro atua como "agente legal" do fundo mencionado por Flávio. Eduardo reside nos Estados Unidos desde o início do ano passado e responde a um processo no STF por suposta articulação para impor sanções econômicas ao Brasil.

O senador negou conhecimento de irregularidades envolvendo Vorcaro. Uma das mensagens divulgadas ocorreu na véspera da primeira prisão do ex-banqueiro em novembro de 2025, no âmbito de um escândalo.

"A partir do momento que acontece algo mais grave e eu percebi que ele não ia honrar as parcelas do contrato, eu fui buscar outros investidores. Não tem absolutamente nada de errado em captar investimento privado para um filme, uma obra cultural", disse Flávio.

Ele justificou a ausência de declarações anteriores sobre a relação com Vorcaro pela cláusula de confidencialidade exigida pelo contrato de financiamento do filme.

Flávio também foi questionado sobre uma operação da PF que investigou o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Mensagens apontam que Vorcaro questionou o atraso em pagamentos destinados a Ciro e um suposto aumento na mesada paga a uma estrutura ligada ao parlamentar. A defesa de Ciro Nogueira nega as acusações.

O senador do PL minimizou a ligação com o caso de Ciro, afirmando que citou seu nome como uma possibilidade de candidato a vice como "um gesto a um presidente de partido importante", mas que ele terá que se explicar. "É acusado de coisas graves, vai responder e se Deus quiser vai provar a inocência dele", concluiu Flávio sobre Ciro Nogueira.

Fonte: G1

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