O número de casas interditadas no bairro do Jaguaré, na capital paulista, subiu para 27 após a explosão ocorrida na última segunda-feira (11). Ao todo, 112 imóveis foram vistoriados pela Defesa Civil e pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), com apoio de equipes da Sabesp e Comgás. Desses, 86 foram liberados aos moradores.
Uma nova comissão reavaliará as condições estruturais dos imóveis interditados nesta quinta-feira (15). As concessionárias Sabesp e Comgás informaram que 232 pessoas já receberam o auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas e estão sendo acolhidas em hotéis. As empresas também ressarcirão todos os demais danos, incluindo a reconstrução das casas, e já iniciaram reformas nas unidades atingidas cujas vistorias foram concluídas.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) solicitou esclarecimentos às concessionárias sobre o incidente, com prazo até esta sexta-feira (15) para envio das informações. O governo do estado criou a Gerência de Apoio do Jaguaré para coordenar as ações emergenciais e de restauração na área.
O Sindicato dos Engenheiros e o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente criticaram o que chamam de desmonte técnico do saneamento após a privatização da Sabesp, associando o ocorrido a um processo de redução de equipes e perda de profissionais experientes.