O desemprego no Brasil atingiu 6,1% no trimestre encerrado em março, com alta registrada em 15 estados. Apesar do avanço, seis unidades da federação conseguiram manter a taxa abaixo de 4%, índice significativamente menor que a média nacional. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE. As maiores taxas de desocupação foram observadas no Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). Em contrapartida, Santa Catarina apresentou a menor taxa (2,7%), seguida por Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).
Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa, o aumento sazonal do desemprego no primeiro trimestre é comum. Ele atribui o fenômeno à dispensa de trabalhadores temporários após o período de festas e ao encerramento de contratos em setores como comércio, educação e saúde pública municipal. Kratochwill destacou, ainda, que a estabilidade na desocupação em outros 12 estados demonstra a capacidade do mercado de trabalho em absorver parte dos contratos temporários de fim de ano.