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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Deputado de Goiás pede para portar arma em plenário após ameaça de colega de partido

Deputado estadual de Goiás, Major Araújo (PL), pede autorização para portar arma em plenário após ser ameaçado de morte por colega de partido, Amauri Ribeiro. O caso expõe racha interno no PL goiano.

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Deputado de Goiás pede para portar arma em plenário após ameaça de colega de partido

O deputado estadual Major Araújo (PL) solicitou autorização para portar arma de fogo em plenário na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O pedido ocorre após uma série de discussões e ameaças com o colega de partido, Amauri Ribeiro. Na última quinta-feira (7), Ribeiro ameaçou Araújo de morte após um embate verbal.

Araújo declarou que o requerimento visa garantir sua defesa pessoal diante de um ambiente onde se sente alvo de ameaças e agressões. "Se me encostarem a mão aqui, eu tenho que exercer meu direito da legítima defesa", afirmou o parlamentar em sessão na terça-feira.

O deputado também sugeriu que, caso o porte de arma não seja permitido, a Alego deveria disponibilizar seguranças para todos os parlamentares. O documento formaliza a solicitação de porte de arma de fogo de sua propriedade ou a presença de um policial militar para sua segurança.

A desavença entre os deputados estaduques do PL em Goiás se intensificou nas últimas semanas, com divergências sobre o apoio ao senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo. Em sessões anteriores, os parlamentares trocaram acusações e ofensas, expondo um racha interno no partido.

Em uma das discussões, Amauri Ribeiro foi acusado por Major Araújo de atacar a liderança do partido para favorecer candidaturas aliadas ao ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e ao governador Daniel Vilela (MDB). Ribeiro, por sua vez, acusou Araújo de não ter caráter e princípios.

O conflito escalou para ofensas pessoais e ameaças de agressão física, culminando na ameaça de morte proferida por Ribeiro contra Araújo. No ano passado, Ribeiro foi alvo de denúncias por violência política de gênero contra a deputada Bia de Lima (PT), mas as acusações não avançaram.

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