O deputado estadual Major Araújo (PL) solicitou autorização para portar arma de fogo em plenário na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O pedido ocorre após uma série de discussões e ameaças com o colega de partido, Amauri Ribeiro. Na última quinta-feira (7), Ribeiro ameaçou Araújo de morte após um embate verbal.
Araújo declarou que o requerimento visa garantir sua defesa pessoal diante de um ambiente onde se sente alvo de ameaças e agressões. "Se me encostarem a mão aqui, eu tenho que exercer meu direito da legítima defesa", afirmou o parlamentar em sessão na terça-feira.
O deputado também sugeriu que, caso o porte de arma não seja permitido, a Alego deveria disponibilizar seguranças para todos os parlamentares. O documento formaliza a solicitação de porte de arma de fogo de sua propriedade ou a presença de um policial militar para sua segurança.
A desavença entre os deputados estaduques do PL em Goiás se intensificou nas últimas semanas, com divergências sobre o apoio ao senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo. Em sessões anteriores, os parlamentares trocaram acusações e ofensas, expondo um racha interno no partido.
Em uma das discussões, Amauri Ribeiro foi acusado por Major Araújo de atacar a liderança do partido para favorecer candidaturas aliadas ao ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e ao governador Daniel Vilela (MDB). Ribeiro, por sua vez, acusou Araújo de não ter caráter e princípios.
O conflito escalou para ofensas pessoais e ameaças de agressão física, culminando na ameaça de morte proferida por Ribeiro contra Araújo. No ano passado, Ribeiro foi alvo de denúncias por violência política de gênero contra a deputada Bia de Lima (PT), mas as acusações não avançaram.