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sábado, 17 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Crise no agro eleva inadimplência no cartão de crédito do BB

Crise no agronegócio impacta clientes pessoa física do Banco do Brasil, elevando projeção de inadimplência no cartão de crédito no segundo trimestre. Banco reforça provisões e vê lucro cair mais de 50%.

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Crise no agro eleva inadimplência no cartão de crédito do BB

O Banco do Brasil (BB) prevê um aumento na inadimplência, especialmente no cartão de crédito, durante o segundo trimestre. A turbulência no agronegócio já atinge clientes pessoa física do banco, forçando a instituição a reforçar suas reservas para perdas. Mesmo com o programa Desenrola Brasil 2.0, a crise no campo impacta diretamente as finanças de produtores rurais que concentram suas operações no BB.

Executivos do banco informaram que dificuldades financeiras de produtores rurais estão pressionando linhas de varejo, como cartões e empréstimos pessoais. A situação levou o BB a aumentar preventivamente as provisões, que são recursos separados para cobrir possíveis calotes. A inadimplência em operações de cartão de crédito é a principal preocupação, com expectativa de piora entre abril e junho.

Os resultados do primeiro trimestre já refletem essa pressão, com a inadimplência da carteira de pessoa física subindo 0,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano passado. A inadimplência total da carteira do banco avançou de 3,63% para 5,05% nos primeiros três meses do ano.

O aumento do risco levou a uma alta de 85,8% nas Provisões para Devedores Duvidosos (PDD), totalizando R$ 18,9 bilhões em março. Essa deterioração na qualidade do crédito impactou diretamente a rentabilidade do banco, com lucro líquido ajustado caindo 53,5% em relação ao ano anterior, para R$ 3,4 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caiu para 7,3%.

Apesar do cenário de curto prazo, o Banco do Brasil espera uma melhora gradual da qualidade do crédito nos próximos trimestres. O banco tem adotado uma postura mais seletiva na concessão de crédito, com análises mais rigorosas e maior monitoramento do fluxo de caixa dos clientes.

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