Cerca de 25% dos jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 podem ocorrer em condições de calor extremo, com risco à saúde de jogadores e torcedores. Um estudo internacional do World Weather Attribution (WWA) alerta que a umidade e a temperatura elevadas podem ultrapassar os limites de segurança, especialmente em jogos marcados para junho e julho, período de verão no Hemisfério Norte. O risco de calor extremo dobrou desde a Copa de 1994 devido às mudanças climáticas causadas pela ação humana. Jogos como Brasil x Escócia e a final estão entre os mais expostos. Três de 16 estádios contarão com refrigeração, mas mais de um terço dos jogos de alto risco ocorrerão em locais sem ar-condicionado. A umidade elevada impede o resfriamento do corpo, aumentando o risco de hipertermia e choque térmico, condições potencialmente fatais. Especialistas recomendam medidas de proteção extras e a análise do índice WBGT (Temperatura de Globo de Bulbo Úmido), que considera temperatura, umidade, radiação solar e vento. Cinco jogos podem ter índice WBGT de 28°C ou mais, considerado inseguro pela FIFPRO. O estudo aponta a necessidade de diretrizes claras para proteger atletas e público.
ESPORTES
Copa do Mundo sob Risco de Calor Extremo
Estudo do World Weather Attribution revela que um quarto dos jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 podem acontecer sob calor extremo, com riscos à saúde de jogadores e torcedores. Mudanças climáticas e umidade elevada são fatores preocupantes.