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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Boulos repudia indenização a empresas pelo fim da escala 6x1

Ministro Guilherme Boulos critica a possibilidade de indenização a empresários caso a escala 6x1 seja extinta. A medida, que visa reduzir a jornada de trabalho e garantir dois dias de descanso semanal, está em debate no Congresso.

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Boulos repudia indenização a empresas pelo fim da escala 6x1

O ministro Guilherme Boulos criticou nesta quarta-feira (13) a proposta de compensação financeira a empresas para aprovar o fim da escala 6x1. A escala, que obriga trabalhadores a seis dias seguidos de labor sem descanso, está em debate no Congresso Nacional.

Boulos comparou a exigência de compensação a empresas com um eventual aumento do salário mínimo. "Alguém chegou a propor compensação para as empresas quando há aumento de salário mínimo no Brasil? Não, não seria razoável", questionou o ministro em audiência pública.

Ele ressaltou que a redução da jornada, com a adoção da escala 5x2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso), é uma pauta humana e que não deveria ser partidarizada. "Quer dizer, o trabalhador reduz a jornada, ganha dois dias para poder descansar, uma coisa humana, [...] e esse próprio trabalhador, por meio dos seus impostos, tem que financiar uma compensação? Não tem razoabilidade", acrescentou.

O fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e vereador Rick Azevedo também se manifestou contra as compensações e a favor da implementação imediata do fim da escala 6x1. "A escala 6x1 existe desde que a CLT foi fundada e estamos com essa pauta na boca da sociedade desde 2023. O fim da escala 6x1 já era para ter acontecido", afirmou.

Na última terça-feira (12), o governo e a Câmara dos Deputados chegaram a um acordo para propor o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas. A proposta será apresentada em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um Projeto de Lei (PL).

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