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sábado, 17 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Boulos repudia compensação a empresas pelo fim da escala 6x1

Ministro Guilherme Boulos critica a ideia de compensar empresas pelo fim da escala 6x1, argumentando que a medida seria desproporcional e oneraria os trabalhadores.

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Boulos repudia
compensação a empresas pelo fim da escala 6x1

O ministro Guilherme Boulos repudia indenização a empresas pelo fim da escala 6x1 criticou nesta quarta-feira (13) a possibilidade de compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6x1, que obriga trabalhadores a seis dias seguidos de labor sem descanso apropriado. Em audiência pública, Boulos comparou a proposta a um "aumento de salário mínimo" para patrões e questionou a razoabilidade de usar impostos para "financiar uma compensação" ao fim de uma jornada considerada desumana.

A escala 6x1, que submete o trabalhador a seis dias de trabalho por apenas um de folga, está em debate no Congresso Nacional. Setores empresariais defendem a implantação gradual de sua extinção e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. No entanto, o ministro enfatizou que o impacto econômico estimado pelo Ipea é semelhante ao de aumentos do salário mínimo, período em que não se discute compensações aos empresários.

O debate ganhou força com a participação de Rick Azevedo, fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e vereador no Rio de Janeiro. Azevedo relatou suas experiências de 12 anos em diferentes empregos sob a escala 6x1, descrevendo-a como "desumana" e "desprovida de dignidade". Ele também se posicionou contra compensações e períodos de transição para a implementação da jornada mais humana.

Em paralelo, ministros e líderes da Câmara dos Deputados chegaram a um acordo para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) preveja descanso remunerado de dois dias por semana (escala 5x2) e a redução da jornada para 40 horas. Um projeto de lei (PL) com urgência constitucional também será aprovado para tratar de temas específicos de categorias e ajustar a legislação à nova PEC. A decisão sobre compensações aos empresários e períodos de transição ainda está pendente.

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