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terça-feira, 20 de outubro de 2026

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Lula e Trump: Respeito Mútuo Marca Reunião em Washington

Ministro da Fazenda relata que encontro entre Lula e Trump em Washington foi marcado por respeito mútuo, com discussões sobre comércio, crime organizado, minerais e questões pessoais.

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Lula e Trump: Respeito Mútuo Marca Reunião em Washington

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, descreveu a recente reunião de três horas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Donald Trump (Estados Unidos) em Washington como um encontro pautado por respeito e deferência mútuos. A conversa abordou a relação comercial bilateral, o combate ao crime organizado internacional e a exploração de minerais estratégicos.

Segundo Durigan, que participou do encontro, a dinâmica inicial foi informal, com os líderes compartilhando suas trajetórias pessoais. Trump teria demonstrado surpresa com a história de infância de Lula, incluindo sua primeira experiência com pão aos sete anos, e com o fato de Lula ter expandido a rede de universidades federais sem possuir diploma universitário.

O período em que Lula esteve preso também foi tema de discussão. Durigan relatou que Trump reagiu com espanto ao saber que Lula recusou alternativas como prisão domiciliar para provar sua inocência. O ministro destacou que ambos os presidentes se emocionaram ao discutir a experiência na prisão.

"A conversa foi muito franca e eu fiquei muito impressionado com o nível de deferência do presidente Trump ao presidente Lula", afirmou Durigan em entrevista à TV Brasil. Ele avaliou que a admiração de Trump por Lula pode ter aumentado após o encontro.

Na pauta econômica, o Brasil contestou a ideia de um déficit comercial com os EUA, argumentando que o volume de compra de serviços, tecnologia e produtos americanos beneficia a economia dos Estados Unidos. O país defendeu não ser alvo de tarifas como as impostas à China, devido à relação comercial favorável aos norte-americanos.

O combate ao crime organizado transnacional foi outro ponto central. Lula propôs cooperação para rastrear recursos financeiros de facções criminosas e lavagem de dinheiro em paraísos fiscais, como em Delaware. O Brasil também apresentou dados indicando que grande parte das armas ilegais apreendidas no país tem origem nos EUA.

O avanço das drogas sintéticas também foi discutido, com o Brasil buscando cooperar para evitar o contrabando vindo dos Estados Unidos. Como resultado prático, ficou acordada a integração entre a Receita Federal brasileira e a alfândega americana para compartilhamento de inteligência e rastreamento financeiro.

A exploração de minerais estratégicos, como nióbio, grafeno e terras raras, foi abordada sob a perspectiva brasileira de garantir segurança jurídica e incentivar a industrialização local, em vez de apenas exportar matéria-prima. Lula ressaltou a importância da soberania e da industrialização, relacionando-a ao discurso de Trump de "América em primeiro lugar".

A guerra no Oriente Médio e os riscos econômicos globais também foram temas, com Lula expressando preocupação com os impactos geopolíticos sobre o Brasil.

Apesar dos temas estratégicos, o encontro teve momentos de descontração, como a reclamação de Trump sobre frutas em sua salada. O ambiente cordial foi avaliado como positivo para futuras negociações.

Fonte: Agência Brasil

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