Ir para o conteúdo

quinta-feira, 01 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Dólar volta a R$ 5 e Bolsa despenca com escândalo e temor fiscal

Dólar volta a superar R$ 5 e Ibovespa cai quase 2% em dia de turbulência no mercado financeiro. Reportagem liga Flávio Bolsonaro a investigado e novas medidas fiscais preocupam investidores.

Compartilhe
WhatsApp
Dólar volta a R$ 5 e Bolsa despenca com escândalo e temor fiscal

O mercado financeiro brasileiro operou em forte turbulência nesta quarta-feira (13). O dólar disparou e fechou acima de R$ 5, enquanto a B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) caiu 1,8%, atingindo 177.098 pontos. Investidores reagem a uma reportagem que liga o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e a novas medidas do governo para conter a alta dos combustíveis.

A cotação do dólar comercial encerrou o dia em R$ 5,009, com alta de 2,31%, o maior valor de fechamento desde 10 de abril. A moeda chegou a R$ 5,0130, ultrapassando a barreira psicológica de R$ 5 pela primeira vez em três pregões. Até por volta das 14h50, o dólar era negociado a R$ 4,91.

O Ibovespa, índice da bolsa brasileira, caiu 1,8% e fechou aos 177.098 pontos, o menor nível desde 20 de março. O volume negociado foi de R$ 66,39 bilhões. O índice operava acima dos 180 mil pontos até o início da tarde, mas perdeu força após a divulgação da reportagem.

Segundo o site Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro teria negociado com Daniel Vorcaro o financiamento de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A reportagem cita mensagens em que o senador diz ao banqueiro: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente." Daniel Vorcaro é investigado na liquidação do Banco Master.

Em nota oficial, Flávio Bolsonaro negou irregularidades e afirmou que buscava apenas recursos privados para o filme, sem oferecer vantagens em troca. A defesa de Daniel Vorcaro não comentou o caso.

As preocupações do mercado também incluem novas medidas do governo para conter a alta dos combustíveis. Os investidores veem subsídios como um possível risco fiscal.

Leia também