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segunda-feira, 05 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

COMÉRCIO EXTERIOR

Vieira projeta que comércio com Sudeste Asiático supere EUA e União Europeia

Em reunião com o secretário-geral da Asean, chanceler citou expansão do intercâmbio desde 2003 e defendeu uma aproximação institucional com o bloco. Segundo relato da Agência Brasil, movimento ocorre enquanto o governo brasileiro busca alternativas às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações nacionais.

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o comércio do Brasil com o Sudeste Asiático poderá superar, em futuro próximo, o intercâmbio brasileiro com os Estados Unidos e a União Europeia. A projeção foi feita em Brasília, durante reunião com o secretário-geral da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), Kao Kim Hourn, segundo relato publicado pela Agência Brasil.

A avaliação se apoia no crescimento das trocas entre o Brasil e a Asean e ocorre em meio à busca do governo brasileiro por alternativas comerciais após os Estados Unidos aplicarem tarifas sobre parte das exportações nacionais. A fonte disponível não informa quais produtos brasileiros foram atingidos, as alíquotas adotadas por Washington nem a dimensão do impacto sobre as vendas ao mercado americano.

Segundo Vieira, o comércio entre o Brasil e a Asean passou de US$ 3 bilhões, em 2003, para US$ 38 bilhões, em 2025. O ministro afirmou que, mantido esse ritmo, o intercâmbio com a região asiática deverá ultrapassar o volume negociado com parceiros tradicionais brasileiros, como Estados Unidos e União Europeia.

O chanceler também comparou as exportações brasileiras a mercados individuais. De acordo com sua declaração, o Brasil já exporta mais para Singapura do que para a Alemanha e vende mais para Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França. A reportagem de origem, porém, não apresenta os valores dessas vendas, a metodologia das comparações nem esclarece se os dados abrangem apenas mercadorias ou também serviços.

Aproximação institucional

Na reunião, Vieira manifestou interesse em obter para o Brasil o status de “parceiro de diálogo” da Asean. Conforme o relato da Agência Brasil, essa condição é mantida atualmente por Estados Unidos, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coreia do Sul.

O governo brasileiro busca aprofundar a relação com a associação, apresentada pela fonte como um bloco de 11 países do Sudeste Asiático. A reportagem cita entre seus integrantes Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor-Leste e Camboja. A lista publicada não é exaustiva e requer checagem antes de uma descrição definitiva da composição e do status institucional do bloco.

Vieira afirmou que Brasil e países do Sudeste Asiático compartilham o interesse em ampliar comércio e investimentos, promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer o Sul Global. O relato não detalha, contudo, o procedimento para o Brasil se tornar parceiro de diálogo, os critérios para a concessão desse status ou eventual prazo para análise de uma solicitação brasileira.

Também não há, na fonte disponível, informação sobre negociações comerciais específicas, redução de tarifas, acordos de investimento ou mecanismos que possam facilitar o acesso de empresas brasileiras aos mercados da região. Por isso, a manifestação de interesse do Itamaraty não permite concluir, por si só, que haverá abertura imediata de mercados ou compensação das barreiras impostas pelos Estados Unidos.

Kao Kim Hourn visita o Brasil a convite do governo brasileiro e tinha agenda prevista até a sexta-feira seguinte ao encontro, com reuniões com ministros, empresários e acadêmicos, segundo a Agência Brasil. No Itamaraty, o secretário-geral declarou que a Asean atribui importância à relação com o Brasil e listou possibilidades de cooperação em comércio, investimentos, inovação, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, agricultura, energia renovável e ação climática.

Para exportadores brasileiros, a expansão de relações com o Sudeste Asiático pode representar a busca por novos destinos em um momento de incerteza no mercado americano. Essa diversificação, entretanto, depende de fatores que não foram detalhados no relato, como demanda em cada país, exigências sanitárias e regulatórias, logística, preços e capacidade de atendimento dos setores exportadores.

O próximo passo concreto indicado pela agenda é a continuidade das reuniões de Kao Kim Hourn no país. A dimensão econômica da aproximação dependerá de medidas posteriores, entre elas a eventual formalização do pedido brasileiro de parceria com a Asean, a definição de setores prioritários e a criação de instrumentos que favoreçam comércio e investimentos.

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