O comércio brasileiro registrou um crescimento de 0,5% em março, atingindo seu maior patamar histórico. A queda do dólar favoreceu a venda de produtos importados e impulsionou o resultado, marcando a terceira alta consecutiva do setor, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas avançaram 4%, e no acumulado de 12 meses, a expansão é de 1,8%. O dólar, que em março teve o valor médio de R$ 5,23, contribuiu para a redução do preço de itens importados, especialmente equipamentos de informática e comunicação, que registraram alta de 5,7%.
O analista Cristiano Santos, do IBGE, explica que a desvalorização da moeda americana permite às empresas recompor estoques e realizar promoções, como ocorreu em março. Outro setor em alta foi o de combustíveis e lubrificantes (2,9%), apesar do aumento de preços decorrente da guerra no Oriente Médio, com a demanda permanecendo estável.
Por outro lado, o setor de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa mais da metade do comércio, recuou 1,4%. Santos atribui essa queda à inflação, que desestimulou o consumo, mas ressalta que o resultado não indica uma tendência de queda, visto os crescimentos anteriores no ano.
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, o indicador subiu 0,3% entre fevereiro e março, acumulando alta de 0,2% em 12 meses.