O comércio brasileiro registrou um crescimento de 0,5% em março, atingindo seu maior patamar histórico. A queda do dólar, que tornou produtos importados mais acessíveis, foi um dos principais impulsionadores do resultado, o terceiro avanço consecutivo do setor. Na comparação com março do ano passado, o comércio avançou 4%, e no acumulado de 12 meses, a expansão é de 1,8%.
As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o analista da pesquisa, Cristiano Santos, desde outubro de 2025 o setor apresenta tendência de alta.
Cinco dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram alta na comparação mês a mês. Destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que cresceu 5,7%, impulsionado pela desvalorização do dólar. Combustíveis e lubrificantes também registraram alta de 2,9%, mesmo com o aumento de preço provocado pela guerra no Oriente Médio.
Por outro lado, o grupo de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa mais da metade do setor, recuou 1,4%, o que pode ser explicado pela inflação. No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, o indicador subiu 0,3% de fevereiro para março.