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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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POLÍTICA

PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por pressão a ministros do STF

Procuradoria-Geral da República pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. Deputado cassado é acusado de pressionar ministros do STF com sanções internacionais durante julgamento de Jair Bolsonaro.

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PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por pressão a ministros do STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo. O órgão acusa o ex-parlamentar de constranger ministros da Corte e tentar interferir no julgamento de ações relacionadas à trama golpista após as eleições de 2022.

Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro teria articulado sanções contra autoridades brasileiras, como tarifas de exportação e restrições de vistos, além de invocar a Lei Magnitsky. O objetivo seria pressionar o STF às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ex-deputado foi citado por edital em fevereiro, após ter deixado o país. Sem apresentar defesa, a Defensoria Pública da União passou a representá-lo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que Bolsonaro utilizou uma estratégia de pressão internacional para beneficiar seu pai e aliados.

"O réu deixou claro que suas palavras carregavam o peso de uma execução iminente, visando desestabilizar o julgamento então em curso contra seu pai", afirmou Gonet em documento enviado ao STF nesta segunda-feira (11/05/2026). O procurador-geral sustenta que as condutas configuram crime de coação continuada.

Gonet cita registros audiovisuais, falas públicas, entrevistas e mensagens que, segundo a PGR, demonstram o dolo do deputado. A acusação rejeita os argumentos de liberdade de expressão e imunidade parlamentar, afirmando que os direitos não podem justificar ameaças ou interferência na Justiça.

A PGR alega que as ações de Bolsonaro, praticadas no exterior, não se relacionam com o exercício do mandato e tiveram finalidade privada. A estratégia criminosa teria gerado prejuízos à economia nacional, com sobretarifas norte-americanas afetando setores produtivos e trabalhadores.

Com as alegações finais da PGR, o processo segue para a defesa de Eduardo Bolsonaro. Após, caberá ao ministro Alexandre de Moraes elaborar o voto para a Primeira Turma do STF.

Fonte: O Globo

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