Kássio Nunes Marques tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta terça-feira, 12 de maio de 2026. A cerimônia contou com a presença de autoridades de todos os Três Poderes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O evento marcou o primeiro encontro público entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), desde a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de abril.
Antes da posse, Flávio Bolsonaro criticou a condução do TSE nas eleições de 2022, presidido por Alexandre de Moraes, e expressou o desejo por uma gestão "isenta" e "neutra" na eleição deste ano.
Em seu discurso, o ministro do TSE Antônio Carlos ressaltou que o presidente da Corte é "o guardião silencioso da legitimidade democrática e da estabilidade republicana". O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Nunes Marques será "o guardião do modo liso, íntegro e nítido das decisões cruciais para a democracia a serem tomadas em outubro".
Nunes Marques assume a presidência com a defesa da urna eletrônica como bandeira, buscando reforçar a confiança no processo eleitoral com medidas de transparência e diálogo. Ele pretende ampliar mecanismos de verificação pública e reduzir questionamentos sobre o sistema eletrônico de votação.
Outra prioridade da gestão será o combate ao uso indevido da inteligência artificial nas campanhas. Nunes Marques foi relator das resoluções do TSE que proíbem a divulgação de conteúdos gerados por IA nas 72 horas que antecedem o pleito e exigem a identificação clara de materiais manipulados.
O novo presidente do TSE defende uma atuação menos intervencionista da Justiça Eleitoral no debate público, priorizando instrumentos como o direito de resposta.
A gestão de Nunes Marques, que vai até maio de 2028, será a primeira em que a cúpula do TSE é composta por dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Seu vice será o ministro André Mendonça.