O governo federal anunciou nesta terça-feira (12) o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com investimento de R$ 1,06 bilhão e linha de crédito de R$ 10 bilhões. A iniciativa visa combater facções criminosas em quatro eixos: asfixia financeira, segurança no sistema prisional, investigação de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas.
O programa fortalecerá as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e prevê a compra de equipamentos e a adequação de 138 unidades prisionais ao padrão de segurança máxima federal. Operações mensais integradas e comitês de investigação financeira e recuperação de ativos serão instalados até setembro.
O presidente Lula destacou a importância da colaboração entre as esferas federal, estaduais e municipais. "O crime organizado se aproveita da nossa divisão", afirmou.
A linha de crédito de R$ 10 bilhões, oriunda do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis), poderá ser usada por estados e municípios na aquisição de equipamentos de segurança, reforma de presídios e tecnologias. O objetivo é estrangular os fluxos financeiros das facções, melhorar o controle em presídios, qualificar investigações de crimes letais e combater o tráfico de armas.
O plano inclui o fortalecimento de órgãos como a Ficco e o Sistema Nacional de Armas (Sinarm), além da criação de novas forças-tarefa e centros de inteligência.