Carlos Alcaraz abriu o jogo em entrevista à revista Vanity Fair, falando sobre sua carreira, a intensa rivalidade com o italiano Jannik Sinner e a importância do autocuidado, tanto físico quanto mental. O tenista espanhol, que recentemente cedeu o posto de número 1 do mundo para Sinner após uma derrota na final do Masters 1000 de Monte Carlo, compartilhou suas reflexões um dia antes de sua estreia no ATP 500 de Miami, onde venceu o jovem brasileiro João Fonseca por 2 sets a 0.
Alcaraz, que se preparava para a temporada europeia de saibro após uma lesão no punho direito, admitiu que, apesar de viver a vida dos seus sonhos, sente falta de momentos para si. "Tenho consciência de que ainda tenho muito pela frente, e tento não pensar que ainda restam 12 ou 15 anos de carreira, porque isso me sobrecarrega", declarou o atleta de 22 anos. Ele também ressaltou a necessidade de cuidar da saúde mental, comparando-a à importância do cuidado com o corpo. "Já houve momentos em que eu não parei para descansar e isso me levou a não jogar bem, ou a me machucar", confessou.
Sobre a rivalidade com Sinner, Alcaraz vê o confronto como um processo natural do esporte e não descarta uma amizade futura com o adversário. "Estamos lutando pelo mesmo objetivo, mas não há necessidade de nos odiarmos porque queremos a mesma coisa", afirmou. Ele relembrou a final de Roland Garros do ano passado, onde venceu Sinner após reverter uma desvantagem de dois sets, e a mais recente derrota em Monte Carlo. "Não dá para comparar às rivalidades históricas do tênis, porque ainda temos muitos anos pela frente", concluiu.
A entrevista ocorreu antes de Alcaraz desistir do restante da temporada europeia de saibro devido a uma lesão no punho direito, que pode afastá-lo das quadras por até seis meses, segundo avaliação médica.