O senador Ciro Nogueira (PP-PI) está sob investigação da Polícia Federal por suspeitas de ter recebido vantagens indevidas em troca de favores parlamentares. Indícios encontrados no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco Master, apontam que Nogueira teria utilizado seu mandato para beneficiar o banqueiro em troca de benefícios.
A investigação sugere que Ciro Nogueira recebeu propina em forma de participação em uma empresa, pagamentos mensais, despesas de viagem, hospedagem e moradia. Em troca, o senador teria atuado para salvar o banco Master de uma crise de liquidez, propondo alterações legislativas que aumentariam a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que permitiria ao banco captar mais recursos.
Diálogos e documentos apreendidos pela PF, que deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, indicam que o senador agiu de acordo com os interesses de Vorcaro. Mensagens trocadas entre Vorcaro e seus operadores, como Leo Serrano e Felipe Vorcaro, citam pagamentos de contas e transferências de valores para Ciro Nogueira e sua esposa, Flávia Nogueira, além de mencionar a empresa BRGD, na qual o senador teria adquirido participação.
A defesa de Ciro Nogueira ainda não se pronunciou sobre as acusações. O caso segue em sigilo e a investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado do senador. A possível delação premiada de Daniel Vorcaro ainda não foi homologada, pois, segundo investigadores, ele não teria apresentado informações produtivas para o processo até o momento.