Os planos de saúde coletivos registraram um reajuste médio anual de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Embora seja a menor variação em cinco anos, o índice quase triplica a inflação oficial do período, o IPCA, que ficou em 3,81%.
Os aumentos em planos coletivos são resultado de negociações entre empresas e operadoras. A ANS separou os reajustes por porte: planos com 30 ou mais vidas tiveram alta de 8,71%, enquanto os com até 29 vidas registraram um aumento de 13,48%. Cerca de 77% dos beneficiários estão em planos com mais de 30 vidas.
Os dados da ANS mostram que, em março de 2026, o Brasil contava com 53 milhões de vínculos em planos de saúde, sendo a maioria em planos coletivos. O setor de saúde suplementar teve receitas de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido de R$ 24,4 bilhões em 2025.