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domingo, 18 de outubro de 2026

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Petróleo sobe após Trump rejeitar proposta do Irã para fim de conflito

Preço do petróleo sobe após Donald Trump rejeitar proposta do Irã para encerrar conflito. Fechamento do Estreito de Ormuz afeta oferta global e eleva preços.

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Petróleo sobe após Trump rejeitar proposta do Irã para fim de conflito

O preço do petróleo abriu em alta neste domingo (10) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar a proposta do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. A decisão prolonga o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, via crucial para o transporte de petróleo.

O barril Brent, referência internacional, avançou 3,5%, chegando a US$ 104,80. O West Texas Intermediate (WTI) também subiu, aproximando-se de US$ 99.

Trump classificou a resposta iraniana como "TOTALMENTE INACEITÁVEL" em publicação nas redes sociais. O Irã ofereceu transferir parte de seu estoque de urânio enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou a desativação de suas instalações nucleares, segundo o jornal Wall Street Journal. A agência semioficial iraniana Tasnim contestou a reportagem.

O conflito, iniciado no fim de fevereiro, já causou o quase fechamento do Estreito de Ormuz. Isso sufocou o fornecimento global de petróleo, gás natural e combustíveis, elevando os preços da energia e gerando temores inflacionários. A Agência Internacional de Energia considera o conflito o maior choque de oferta da história.

Um ataque a drone em um navio cargueiro próximo ao Catar, no Golfo Pérsico, marcou o mais recente incidente na região. Emirados Árabes Unidos e Kuwait também relataram interceptação de drones hostis.

A normalização do mercado só deve ocorrer em 2027, caso o transporte marítimo por Ormuz permaneça restrito por mais tempo, segundo Amin Nasser, presidente-executivo da Saudi Aramco. A empresa redirecionou parte do fluxo de petróleo para o porto de Yanbu, na Arábia Saudita, para compensar a perda de oferta.

Analistas em Wall Street acreditam que o tráfego marítimo por Ormuz continuará comprometido no segundo semestre deste ano. Pesquisa do Goldman Sachs indica que a maioria dos participantes espera interrupções na via marítima após o fim de junho.

Fonte: O Globo

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