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domingo, 18 de outubro de 2026

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Embaixador dos EUA alerta Europa sobre retaliação por regras para Starlink

Embaixador dos EUA alerta que empresas europeias podem sofrer retaliação se a UE restringir a atuação da SpaceX e de outras companhias americanas.

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O embaixador dos Estados Unidos, Andrew Puzder, alertou em entrevista ao Financial Times que empresas europeias podem sofrer uma retaliação “muito devastadora” caso a União Europeia avance com restrições a companhias americanas, como a SpaceX, de Elon Musk.

Segundo o jornal britânico, a advertência está relacionada a uma proposta da Comissão Europeia para reservar parte das frequências usadas por celulares para conexão direta com satélites a empresas europeias. A medida pode limitar o acesso de companhias americanas e chinesas que oferecem esse serviço, incluindo a rede Starlink.

Puzder afirmou que empresas europeias deveriam considerar a possibilidade de reação de Washington devido à dimensão do mercado americano. O diplomata reconheceu o direito de governos europeus de proteger informações sensíveis, mas criticou o uso de leis para favorecer empresas locais.

A SpaceX criticou a proposta e, de acordo com o Financial Times, afirmou que as mudanças poderiam prejudicar a conectividade na Ucrânia. O serviço Starlink é usado no país para comunicações civis e militares desde a invasão russa em grande escala, iniciada em fevereiro de 2022.

A iniciativa integra os esforços da União Europeia para ampliar sua soberania tecnológica e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros em setores estratégicos. A Comissão Europeia afirmou ao jornal que a proposta busca atrair novos participantes e diversificar os fornecedores, sem impedir a atuação de empresas de fora do bloco.

O embaixador também questionou a aplicação da Lei dos Mercados Digitais, que regula as maiores empresas de tecnologia e busca ampliar a concorrência. Segundo o Financial Times, Puzder disse que Estados Unidos e União Europeia deveriam cooperar para competir com a China no desenvolvimento de inteligência artificial.

Fonte: O Globo

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