Pela primeira vez, a ginasta Jade Barbosa comemorou o Dia das Mães ao lado da filha Eva, de 5 meses. A data, antes marcada pela perda de sua própria mãe aos 9 anos, ganhou um novo significado com a chegada da pequena e também do sobrinho Flora, filho de seu irmão Pedro. Jade, aos 34 anos, encontra na maternidade uma força renovada para seguir em frente em sua carreira esportiva.
A relação agridoce com o Dia das Mães mudou. O vazio deixado pela perda materna foi preenchido pela alegria de Eva e Flora. "Eva e Flora transformaram, preencheram, deram vida à família", afirma Jade, que sente a presença da mãe em todos os momentos.
A atleta relembra a dedicação do pai, César, que assumiu um papel duplo após a morte da esposa. Ele cuidava de Jade com a mesma atenção que sua mãe teria, incluindo maquiagem para competições e cuidados com bonecas. "Parece que ela sabia que teria algo e escolheu um homem maravilhoso para cuidar de nós", reflete Jade, inspirada pelo exemplo paterno para criar sua filha.
Jade adota uma filosofia de apoio incondicional para com Eva, baseada nos ensinamentos de seu técnico: "Independentemente de resultado ou situação, estarei lá para a Eva." Ela equilibra a rotina de mãe com os treinos intensos de ginástica, levando a filha para o ginásio e retomando a musculação.
O parto, que inicialmente seria normal, precisou ser uma cesárea devido a complicações com o cordão umbilical. "Percebi como mãe que a gente sempre tenta fazer o melhor, mas muitas vezes não sairá como esperamos. Temos de ser resilientes", conta Jade, adaptando sua busca pela perfeição à realidade da maternidade.
Com o apoio da Confederação Brasileira de Ginástica, Jade se prepara para os Jogos de Los Angeles-2028. Ela acredita que o timing da gravidez foi perfeito para um retorno em alto rendimento. "Estou vivendo o que sonhei", declara.
A ginasta celebra os prazeres da maternidade, como o banho e a amamentação de Eva, mas também enfrenta os desafios, como a privação de sono e a recuperação física. Apesar das dificuldades, Jade demonstra resiliência e foco em seus objetivos, conciliando a vida de atleta com a de mãe. Fonte: O Globo